Fugas de água em casa: como detetar a tempo
A maior parte das fugas de água numa habitação não se manifesta com uma inundação. Começa com uma mancha discreta no teto do vizinho de baixo, um azulejo que soa a oco, ou uma fatura que subiu sem que ninguém tenha mudado hábitos. Quando dá para ver, já corre há semanas.
O teste do contador
É o mais simples e não precisa de equipamento nenhum. Feche todas as torneiras da casa, não use autoclismos e vá ver o contador. Aponte os números. Volte passadas duas horas. Se o valor mudou, há água a sair em algum ponto da rede.
Vale a pena repetir o teste com a torneira de segurança fechada. Se com ela fechada o contador parar, a fuga é dentro de casa; se continuar a andar, o problema está no ramal antes da entrada.
Sinais que não devem ser ignorados
- Pressão que baixou sem explicação, sobretudo se só num ponto da casa
- Manchas de humidade que reaparecem depois de pintadas
- Cheiro persistente a mofo num compartimento sem janela
- Azulejos ou rodapés que descolam numa zona localizada
- Contador que roda com a casa vazia
Porque é que convém não adiar
Uma fuga pequena raramente se mantém pequena. A água encontra caminho pelas paredes, chega à camada de isolamento e daí ao teto de quem está por baixo — e nessa altura o problema deixou de ser uma reparação e passou a ser uma questão de seguros e vizinhança. O custo de localizar cedo é uma fração do custo de reparar tarde.
Quando chamar quem sabe
A deteção sem partir paredes faz-se com equipamento — geofones, câmaras térmicas, gás traçador — que não faz sentido nenhum ter em casa. Se o teste do contador acusou movimento e não é evidente de onde vem, o passo seguinte é chamar uma empresa com meios de deteção não destrutiva. Em Lisboa e arredores, a Multiassistência faz esse tipo de localização e a reparação subsequente, incluindo fora de horas, que costuma ser quando estas coisas se manifestam.
O que não compensa é abrir parede às cegas à procura do sítio. Sai mais caro a reparar do que a localizar em condições.
