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Autoclismo a correr: o que fazer antes de chamar alguém

Publicado em Serviços · por Amigos do Mindelo

É a avaria mais comum que nos chega, e também aquela em que mais gente gasta dinheiro sem precisar. Um autoclismo que fica a correr desperdiça entre 200 e 400 litros por dia — o suficiente para se notar na fatura ao fim do mês — e na maioria dos casos a causa é uma peça de borracha de poucos euros.

Perceber se está mesmo a correr

Nem sempre se ouve. O truque é deitar umas gotas de corante alimentar no depósito, não na sanita, e esperar vinte minutos sem puxar. Se aparecer cor na sanita, há água a passar do depósito para a bacia.

As três causas habituais

  • Válvula de descarga gasta. A borracha do fundo do depósito endurece com o tempo e deixa de vedar. É a causa em mais de metade dos casos.
  • Boia mal regulada. Se o nível de água sobe acima do tubo de segurança, a água escorre continuamente por ali. Baixar a boia resolve.
  • Torneira de boia com calcário. Não fecha por completo e o depósito nunca deixa de encher.

O que dá para fazer sem ferramentas

Feche a torneira de segurança, normalmente por baixo do autoclismo. Abra a tampa do depósito — sai a direito, sem forçar. Verifique o nível: deve ficar um a dois centímetros abaixo do tubo central. Se estiver acima, baixe a boia.

Depois puxe a válvula de descarga e olhe para a borracha. Se estiver ressequida, deformada ou com resíduos brancos de calcário, é essa a avaria. A peça compra-se em qualquer drogaria e troca-se sem ferramentas na maior parte dos modelos.

Quando vale a pena chamar

Se depois de trocar a válvula o problema persistir, o assento onde ela encaixa pode estar corroído — e aí a reparação já não é de peça, é de mecanismo. O mesmo se houver água a sair por baixo do autoclismo e não para dentro da sanita: nesse caso a fuga é na ligação à parede ou no próprio depósito, e convém não deixar arrastar.

Em autoclismos embutidos na parede, com placa de comando, também não vale a pena insistir sozinho. O acesso faz-se por trás da placa e é fácil partir a estrutura a tentar abrir sem saber onde encaixa.